A revista mensal Serafina, que está em sua terceira edição e é distribuida gratuitamente com a Folha de S. Paulo do primeiro domingo de cada mês, agora também pode ser comprada nas bancas, por R$ 4,00. É o mesmo preço da Folha de domingo. Serafina oferece a alguns jornalistas bam-bam-bans da Folha a oportunidade de escrever textos com linguagem de revista – e fica a impressão de que está mais preocupada em atender a essa vontade dos jornalistas do que em interessar o leitor.
Se você não assina a Folha e quer conhecer a revista, aguarde o primeiro domingo de julho. Vai pagar os mesmos 4 reais que são cobrados por Serafina nas bancas. Caso não goste da revista (e muita gente que já leu, detestou!), pelo menos vai ter muito mais coisa pra ler.
A Folha de S.Paulo lançou no mês passado uma revista mensal que sairá aos domingos, a Serafina. Pelo nome, no primeiro momento, pode-se pensar que ela é uma publicação a la piauí, com perfis e grandes reportagens – e aqui pode-se lembrar da Grandes Reportagens d’O Estado de S. Paulo, cuja primeira edição, sobre a Amazônia, foi lançada em dezembro do ano passado e as seguintes ainda não circularam. Porém, ao folhear a Serafina, percebe-se que seu caminho ruma mais para o lado de, por exemplo, uma revista Caras. [Leia aqui a matéria publicada no site da Faculdade Cásper Líbero.]
A mais nova criatura da Folha nasceu de pais antagônicos, porém apaixonados: mamãe Caras e papai piauí. Foi batizada de Serafina, uma ótima sacada, pensei, pois remete, ao mesmo tempo, a um apelo popular e a um destino de luxo. Errei. Não deveria ter tentado bancar o inteligente. Na capa, o título vem escrito como “serafina”, e não como fazem os cartorários imbecis deste país. Foi-se, então, o apelo popular.
A Folha já publicava uma revista dominical. Só que parecidinha com todas as demais, o que deve ter começado a soar como afronta para os habitantes daquele bunker da criatividade. [Leia aqui o texto de Rui Daher, publicado hoje no Observatório da Imprensa.]

amei a revistaSERAFINA
No começo, SERAFINA se mostrou muito semelhante à revista CARAS e outras do gênero. Depois de algumas edições, a revista cumpriu a missão a que veio. A revista está interessantíssima e bem diversificada. Destaco a edição Março/2009. Amei.