
Os números acima representam a queda do número de páginas reservadas à publicidade nas revistas semanais americanas. É claro que os efeitos da crise econômica norte-americana não são desprezíveis, mas o mau momento pelo qual essas revistas atravessam já vem de longa data.
Segundo o The New York Times, as revistas semanais enfrentam pelo menos três dificuldades: a proliferação de veículos que informam em-cima-da-hora; a migração de leitores e de anunciantes para a internet; e o crescimento das revistas britânicas The Economist e The Week no mercado norte-americano.
A semana começou com a notícia de que a revista U.S. News and World Report, cuja tiragem é inferior apenas à das revistas Time e Newsweek, deixará de ser uma publicação semanal em 2009, passando a ser quinzenal. A U.S. News deve dar mais ênfase a seus diferenciais: a publicação de rankings e a prestação de serviços à população (reportagens sobre saúde, educação, finanças pessoais, etc.). Os rankings de hospitais e de faculdades que a U.S. News produz anualmente são referências para os americanos.
A transformação [da U.S. News and World Report em publicação quinzenal] evidencia a batalha das revistas semanais de notícias em encontrar um nicho, um propósito, algo que contenha a queda do número de leitores e da receita dessas revistas. A U.S. News acredita que os anunciantes se contentam com a idéia de que suas propagandas continuam nas bancas por mais uma semana.
“A questão é: você pode fazer menos coisas, mas melhores?”, disse Brian Kelly, editor executivo da U.S. News. “Nós acreditamos que a combinação entre análises de notícias e prestação de serviços ao consumidor é o nosso diferencial.” [Leia a íntegra da reportagem do The New Tork Times clicando aqui >>]
A revista Advertising Age, que também noticiou a reformulação editorial da U.S. News, nota que a reação das revistas semanais é o alto investimento em suas páginas na internet, acreditando no potencial de crescimento da audiência nessa nova plataforma.