
A revista Time poderia anunciar o bom momento da economia brasileira – nunca o crédito foi tão fácil, nunca o brasileiro comprou tanto – usando como exemplo um cidadão da classe C que acaba de adquirir seu primeiro carro graças aos juros mais baixos ou que se beneficiou de um financiamento mais flexível para comprar sua casa própria. Foi essa a solução que todas as nossas revistas preferiram. Mas não a Time.
Com muita criatividade, o correspondente Andrew Downie anuncia o avanço da classe C no Brasil usando como exemplo o forte crescimento da indústria de produtos eróticos no país. O gancho da reportagem foi a 12ª Erotika Fair, a maior feira erótica da América Latina, realizada no fim de abril em São Paulo – a próxima edição da feira está agendada para outubro desse ano.
The erotica entrepreneur [Edvaldo Bertipaglia] attributes the growth in his market to the fact that as many as 20 million people have in recent years joined Brazil’s middle class — defined in Brazil as Class C, or households whose monthly income is around $581. (The highest earners, Class A, take home on average $4,300 a month; the lowest, Class E, pocket an average of $167.)
“Today 70% of my clients are in Class C,” Bertipaglia said. “Four years ago I think people in Class C didn’t even make up 20% of my clientele. People in Class C today have more buying power. People are better off.”
A second reason for the erotica boom is the empowerment of Brazilian women, says Evaldo Shiroma, president of the industry trade association and organizer of Erotikfair. With more money comes more independence, and Brazilian women — never known as shrinking violets — are taking their needs into the erotica marketplace. “Women are buying products, and so demand has really gone up,” Shiroma said. “Back in 1997, less than 5% of consumers were females, today that number is about 70% or 80%. That is the key reason for the explosion in interest.”